Por Bethania Malmberg (da Redação)

Foto: Reprodução

A Eslovênia aprovou esta semana uma significativa mudança em sua lei de proteção animal, incluindo a proibição de fazendas de produção de peles e de animais selvagens em circos.

O Parlamento esloveno aprovou, no dia 07 de março, importantes atualizações em sua lei de proteção animal. De acordo com a organização eslovena Veganska Iniciativa, a lei foi aprovada com uma votação de 71 a 3, fato muito apreciado por eles, que agradeceram em sua página na internet a todos os que estiveram envolvidos no trabalho e que assinaram petições para uma Eslovênia sem peles.

Um dos principais pontos da nova lei é que ela proíbe a produção de peles, bem como a caça de animais por causa de suas peles ou plumas. As fazendas deverão estar totalmente desativadas dentro de um período de transição de três anos.

A EFBA, Associação Europeia de Produtores de Pele, enviou uma carta ao Parlamento Europeu em 30 de janeiro deste ano com o intuito de bloquear a iminente proibição de fazendas de pele na Eslovênia, mas não obtiveram êxito.

A nova lei de proteção animal também aprovou a proibição de animais silvestres em circos, estabeleceu que pesquisas feitas em animais sejam mais severamente examinadas por um “comitê de ética” e que o abate sem atordoamento seja proibido – exceto o abate de aves, coelhos e lebres para consumo sem fins comerciais. A Eslovênia também vai criar um registro central de cães a fim de evitar o comércio ilegal destes animais no país.

Nota da Redação: Os avanços foram positivos, mas o ideal seria que os abates, as pesquisas em animais e o comércio de animais domésticos fossem de fato proibidos. Matar mesmo com “insensibilização”, torturar em nome da ciência e tratar animais como mercadorias não deixam de ser ações violentas, antiéticas e dignas do repúdio de quem os respeita de verdade.

Fonte: ANDA

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