Consulte abaixo as respostas dadas pelo candidato do Partido pelos Animais e pela Natureza à Câmara Municipal de Lisboa, Paulo Borges, às questões colocadas pela Vida Animal no âmbito da iniciativa Autárquicas 2013 Pelos Animais. Pode aceder aqui às respostas de outros candidatos.

 

Em primeiro lugar quero felicitar-vos pela iniciativa de colocarem estas 4 questões aos candidatos autárquicos, o que mostra que a defesa dos animais é cada vez mais uma exigência da sociedade civil para com o poder político e os candidatos ao seu exercício, obrigando a mudar uma situação que até há pouco tempo, em Portugal, era de total alheamento em relação à vida e ao sofrimento dos nossos companheiros não-humanos.

A minha resposta é obviamente SIM a todas as questões, como decorre do que está explicitamente assumido no programa da minha candidatura e no programa político do PAN.

1. Compromete-se a adoptar uma política de não abate no canil municipal e a lançar um programa de esterilização dos animais de rua do seu município?
Respondo SIM à primeira questão, acrescentando que me comprometo a implementar uma política de adopção responsável dos animais recolhidos no Canil de Lisboa e a converter este espaço num Centro de Bem-Estar Animal, acabando com a situação deplorável dos animais durante os anteriores executivos. Aproveito para denunciar a manobra de diversão eleitoralista do presidente António Costa, ao criar uma Casa do Animal e ao nomear uma Provedora do Animal sem lhe oferecer condições mínimas para a mudança anunciada, o que provocou a sua demissão. Oferecer condições de vida dignas aos animais de companhia e errantes é próprio da Lisboa ética, consciente e solidária, amiga das pessoas, dos animais e da natureza, que a minha candidatura defende.

2. Compromete-se a não autorizar a instalação de circos com animais nos espaços públicos do seu município?
3. Compromete-se a não autorizar a realização de eventos tauromáquicos nos espaços públicos do seu município?
Respondo SIM à segunda e terceira questões porque promover o divertimento humano à custa do sofrimento dos animais é um atentado quer aos direitos dos animais, quer à dignidade da consciência humana, contribuindo para insensibilizar a população à violência gratuita.

4. Compromete-se a disponibilizar uma opção vegetariana em todos os refeitórios sob gestão da Câmara Municipal?
Respondo SIM à quarta questão por todos os motivos: promover alternativas vegetarianas é contribuir para a redução do terrível sofrimento dos animais na cadeia alimentar, contribuir para a saúde pública e para diminuir o tremendo impacto ambiental do consumo de carne e peixe.

Há que libertar Lisboa de todas as formas de violência contra os animais, bem como de injustiça e opressão sobre os humanos, e fazer da capital de Portugal uma referência nacional e internacional enquanto Cidade das alternativas éticas, saudáveis e sustentáveis.

Comenta este artigo